Tags negativas: como impedir que tudo vire funk, forró ou pagode
Por que o Suno puxa para gêneros brasileiros populares e como travar isso.
Existe um comportamento bem específico do Suno com prompts em português: mesmo pedindo um gênero, a geração escorrega para funk carioca, forró, pagode ou sertanejo. Não importa se você pediu bolero, gospel ou eletrônico.
Isso acontece porque esses gêneros dominam o repertório brasileiro que o modelo aprendeu. Português mais percussão é uma combinação que puxa forte para esse território. O modelo está apostando na estatística, não te desobedecendo.
A correção: dizer o que não é
A solução que funciona de forma consistente é declarar explicitamente os gêneros que devem ficar de fora:
Balada gospel contemporânea em português, piano e cordas,
voz feminina em registro médio, andamento lento.
NOT funk carioca, NOT forró, NOT pagode, NOT sertanejo, NOT axé.
Parece redundante — você pediu gospel, por que precisa dizer que não é pagode? Porque a tag negativa opera num nível diferente da positiva. A positiva descreve um alvo; a negativa fecha portas que estavam abertas por padrão.
Quando as tags negativas são obrigatórias
Elas viram essenciais em três situações:
- Instrumentos com forte carga regional. Sanfona, acordeão, cavaquinho, pandeiro e triângulo praticamente convocam forró ou pagode sozinhos.
- Letra em português com batida marcada. A combinação puxa para funk quase automaticamente.
- Gêneros importados cantados em português. Synthwave, drum and bass, country e gospel americano tendem a se abrasileirar na geração.
Não exagere na lista
Listar quinze gêneros negativos não melhora nada e ainda ocupa espaço valioso do prompt. Três a cinco, escolhidos pelos que realmente ameaçam aquela faixa, resolvem. Se você está fazendo gospel com piano, não precisa negar funk — precisa negar sertanejo gospel e balada romântica.
Coloque as negativas no final do prompt. Além de ser onde o peso é alto, elas não roubam a abertura do gênero que você realmente quer.